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sábado, 30 de maio de 2015

Minha primeira maratona - Por Fabio Vieira


Minha primeira maratona foi realizada em 2011, na Maratona do Rio. Mas, para começar a falar dela, inicio com um treino para a Maratona de Nova York de 2010, que acabou não acontecendo por agenda. Só que ali peguei o gosto dos treinos para maratona, rodar 25km, 27km, 30km; eu gosto desse desafio, adoro treinar, correr aos sábados os longões. Treinei em 2010 servindo de pacer para os atletas que iam fazer essa maratona, de coelho, puxando o ritmo. No fim dos treinos, ficou o gosto e a certeza que em 2011 seria o ano da minha estreia.

A maior preocupação das pessoas que treinavam comigo seria como eu iria largar na maratona, tenho a estranha e maluca mania de largar sempre forte e, fazendo isso na minha estreia, a quebra seria quase certa. Ainda mais no ano de 2011, em que estava voando, quebrando todos os meus recordes pessoais. Tinha baixando o tempo nos 10km, 16 km e 21 km, e estava confiante que faria uma maratona forte.

Início dos treinos feitos e começamos a rodar. Nos treinos longos, o meu treinador Rossy Borges começou a notar que o meu pace caía muito depois dos 30km. Essa foi a diferença nessa maratona, treino e saber como o nosso corpo vai reagir.

Segui o plano que era segurar o impulso até os 21km, tentar até os 30 km manter o pace e depois rodar no pace que o meu corpo aguentasse. E assim foi. Do km 30 até o 38, meu pace foi para 6min30/km. Estava antes rodando entre 5min30 e 5min50/km.

Em Copacabana, vi muito corredor andando e essa imagem quase que afetou. Posso dizer que praticamente corri uns 2km de cabeça baixa, para não olhar e pensar em parar também. O milagre aconteceu no km 39. Encontrei um anjo corredor, o Jorginho. Além de correr muito e ser um dos corredores que mais apoiam e ajudam, ele estava à minha espera para os últimos kms. Apertei bastante, ao ponto de passar os últimos kms todos abaixo de 5min/km.

No final, tudo deu muito certo e fechei minha primeira maratona em 4h09min, feliz e inteiramente satisfeito com a minha estreia. Acabei com o sentimento de total realização e que dificilmente faria outra (rs). Depois dessa, já foi Berlim em 2012; Rio novamente em 2013, meu melhor resultado até o momento (fiz em 3h59min). Em 2014, dá uma outra história, já que quebrei na mesma Maratona do Rio. Fiz ainda uma Maratona Cross, a de Búzios, e comecei 2015 com o El Cruce, sendo o segundo dia uma maratona. Então, no meu currículo tenho seis maratonas, cinco concluídas e uma quebra. Foco e treino para completar a minha sexta maratona.


Fabio Vieira corre pela Upsports Club

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Saindo da zona de conforto

Não pretendo escrever a cada treino. Mas os dois últimos de fim de semana me levaram a um tema: a importância de sair da zona de conforto. E, para isso, nada melhor que companhia.

Domingo passado, eu sairia para o segundo longo às 6h novamente, para fugir do sol. Na véspera, Bernardo Lopes, colega de equipe, disse que me acompanharia se eu fosse às 8h. Relutei no início, mas o treinador Everton Costa orientou que seria bom me acostumar com o calor, que sentirei na maratona, provavelmente, na reta final, justamente quando as coisas devem ficar mais difíceis. O coordenador Rossy Borges endossou com o argumento de que a companhia compensaria a temperatura. Foi uma boa decisão e ainda consegui baixar o tempo nos 25k.

No último sábado, também relutei para acompanhar outros dois colegas (Fabio Vieira e Leo Gimenez), dessa vez por causa do ritmo veloz deles. Mas Fabinho me incentivou e Rossy falou para eu ir sem medo. Começamos às 8h, como no domingo passado, e fechamos 15k em um pace de 5:32, com Fabinho nos puxando e Leo alertando a todo momento que nosso pacer se empolgava demais...rs

Faltando 1,5k, Fabinho mandou: “vamos fechar em ritmo de 5 (5min/km)” e aceleramos. Já depois, na resenha pós-treino, ele lembrou que, quando estivermos no km 41 da prova, teremos a mesma vontade de dar esse sprint final. E que certamente vamos nos emocionar. Fabinho ainda contou que sempre vai no seu limite nos treinos. Assim, no dia da corrida, sofre menos, uma tecla que Everton bate também: finalize com a consciência de que fez o seu melhor. Recordei dos treinos para Floripa.

Foram dois fins de semana de aprendizado com a experiência de treinadores e amigos, e que só confirmaram a importância dos parceiros de pista.

E, como lembrou o coach Rossy, bora que os treinos estão só começando!