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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Vou para a guerra!


Estava na dúvida se escrevia ou não o último post antes da prova, os últimos dias não têm sido fáceis. Mas o objetivo do blog sempre foi compartilhar a experiência da preparação, boa ou ruim, então vamos encará-lo de frente.

O fato é que fui da confiança à dúvida em poucas horas.

Domingo (12/7), fiz meu último longão, 34km. Foi um bom treino como o Tarso falou, nos divertimos e terminei bem, com a sensação de que completaria os 42km se a maratona fosse naquele dia.

Já em casa, tirei um cochilo após o almoço e acordei sentindo a lateral do joelho direito. Sentia ao andar, descer escada... Os sintomas da tal da banda iliotibial que já falei aqui.

Procurei o amigo Bernardo, ortopedista e colega de equipe na Upsports, que me receitou anti-inflamatório, gelo na dor e alongamento. Na segunda, o sintoma não havia sumido. Entrei em desespero, a 13 dias da prova.
Marquei o massoterapeuta para o dia seguinte, Claudinho, um tricolor como eu, super figura. Ainda na segunda, liguei para Sarah, minha fisioterapeuta do pilates, fera, que pediu para que me acalmasse e aconselhou uma consulta com a minha osteopata, a Fernanda. Equipe grande a minha...rs
Consegui um encaixe na quarta e fiquei um pouco mais calmo ao conversar com ela e com o seu exame. Me aplicou ainda a tal da knesio tape.
Na sexta, fiz um treino de 60min, alternando terrenos como orientou a Fernanda, para dar estímulos diferentes ao joelho, mas o incômodo ainda estava lá. No último domingo (19/7), em vez dos 21km previstos, treinei 12km para não forçar, porém, os sintomas não vão embora.
Continuo com anti-inflamatório, gelo, alongamento e fisioterapia. Agora, é descansar o corpo e a mente. Nada de entregar os pontos. Vou para a guerra! 

domingo, 5 de julho de 2015

O longão mais arrastado, dor e superação


Obrigado, Tarso. Começo este post agradecendo ao amigo desta jornada. Afinal, não fosse ele, neste domingo, não teria completado o treino. Não pelo psicológico, pela parte física mesmo, prejudicada pelas circunstâncias da última semana.

Havia retornado de férias, dois fins de semana sem longões. No domingo passado, fiz 21km, até em um bom ritmo (6min15/km), mas não estava 100%, uma gripe começava a me incomodar.

Na terça, decidi descansar e não treinar, para me recuperar para a quinta-feira. Mas a situação piorou e tive que tomar antibiótico. Então, passei a semana sem correr. O plano passou a ser me restabelecer para o longão do fim de semana: 29km na planilha.

Tarso precisava de companhia para treinar domingo, ele não podia no sábado, e ganhei mais um dia para superar a gripe. Deixei de ir a uma festa na véspera. Não podia abdicar deste treino nas semanas fundamentais de treinamento. Faltam 21 dias para a maratona...

Mas foi sofrido, sem dúvida, o longão mais arrastado. Cheguei antes das 7h no ponto de encontro e, como estava frio, comecei a trotar à espera do Tarso. Quando já havia desistido, com uns 4km de treino, ele apareceu, graças a Deus, porque não teria forças sozinho. Uma companhia faz toda diferença na preparação para 42km, principalmente quando ela te distrai com um repertório inesgotável de conversa...rs

Fomos para o Forte do Gragoatá, encarando duas subidas na ida e na volta; e, de lá, para a Fortaleza Santa Cruz, em Jurujuba, também com subidas no caminho. Estávamos devagar por minha culpa, até aí tudo bem... O problema começou na volta da fortaleza, quando comecei a sentir o joelho esquerdo, perna, tudo... Era como se alguém tivesse amarrado uma corda no meu corpo e me puxasse contra.

Procurei mentalizar a dor como passageira e ela deixou de ser preocupante para pensar em parar. Ao chegarmos em São Francisco, pedi licença ao Tarso para ligar o ipod. Precisava de um gás extra para finalizar. A música me arrastou nos últimos 3km. Ao entrar na Estrada Fróes, logo completei os 29km, mas fui para superação, para ver os 30km no relógio pela primeira vez.

Aos 30km, pausei o relógio e caminhei os últimos metros da Fróes até um ponto de ônibus na Avenida Ary Parreiras, a dois pontos somente da minha casa, menos de 1km, não aguentava mais. Não tinha mais perna. Foi o primeiro longo em que terminei com a sensação de que não prosseguiria se fosse na prova, ao menos teria que andar.

Uma semana difícil, porém, atribuo ao contratempo da gripe. Falta pouco, muito pouco.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Saber ouvir o corpo


Às vezes, é preciso ouvir o corpo. E não é fácil. Só com a experiência mesmo. Aprendi isso com as lesões que tive.

Sábado retrasado (30/5), não superei a barreira dos 25k porque senti uma dor no joelho pelo terceiro treino. Na primeira vez, passou durante o treino. No treinamento seguinte, nada senti, mas no consecutivo voltei a sentir até que no sábado novamente.



A pouco mais de um mês da maratona, não quis vacilar. Expliquei ao colega de equipe Bernardo Lopes, ortopedista, a situação e me receitou um anti-inflamatório, pois poderia ser uma tendinite patelar. Não tomo remédio à toa, mas a proximidade da prova pedia.

Fiz gelo também e matei o treino de terça-feira, para dar um descanso ao corpo. Na quinta, após cinco dias de medicação, fiz 10k sem me preocupar com ritmo e nada senti. Porém, na sexta de manhã, uma gripe me pegou de jeito.

Como a equipe está testando treinos com base de apoio aos domingos, em vez de aos sábados, teria dois dias para me recuperar para o quinto longão. Sábado de manhã, acordei com dor de cabeça do resfriado, mas nada que me abalasse. Precisava fazer esse treino de domingo porque farei uma parada nos longos de dez dias por conta de viagem (mas aviso que o tênis vai na mala para rodagem, não posso me dar ao luxo de ficar parado!).

Me alimentei bem, dormi cedo e domingo saí para correr. Percorri 2k de Icaraí até a base, em São Francisco; encontrei o Tarso e partimos, com o Rossy (nosso treinador) e o Jorge, que logo disparou. O calor estava forte e Rossy retornou antes. Fomos até a Fortaleza de Santa Cruz e, de lá, para o Forte do Gragoatá.

O corpo suportou bem as subidas e descidas, mas faltando uns 2k para finalizar o treino senti vontade de botar tudo para fora, não sei se por causa da gripe ou devido ao forte calor, ou as duas coisas. Cheguei a pensar em andar, mas segurei a onda e a vontade passou. Liberei o Tarso para acelerar, pois eu já estava mais devagar. Ele foi fundamental para eu concluir mais essa etapa, já que o seu repertório de papo é inesgotável...rs

Nos últimos metros, encontrei minha mulher, Fernanda, que voltava de São Francisco e me puxou.

Foi o meu treino mais longo, 28k, brindado com muita água de coco.

Treino de domingo e os 10k de quinta

sábado, 25 de abril de 2015

O primeiro longo - a barreira dos 21k

Hoje seria o primeiro treino do trio de autores deste blog, quando faríamos nossa primeira selfie...rs

Tarso iria de bike, pois se recupera de lesão no pé, e Isa me acompanharia até onde desse, já que acabara de retornar de férias e se encheu de american food...kkk

Houve um pequeno desencontro de relógios. Desci às 6h e esperei dez minutos pela Isa. Então parti sozinho. Tarso encontraria no caminho. Só depois li sua mensagem de que não poderia ir com o bebê febril.

O treino era de 25km. Nunca havia passado dos 21. Por isso, a apreensão sobre como o corpo iria reagir. O destino? Ir até a Fortaleza Santa Cruz (10km) e voltar fechando 20km e finalizando os outros 5km na Praia de Icaraí mesmo. Tudo em Niterói (RJ) para os leitores de fora.

Acabei encontrando a Isa pouco depois do km 5 e seguimos até a Fortaleza. Lá chegando demos uma parada para água e gel; mas logo retornamos, pois a paisagem anunciava chuva. Por volta do km 13, Isa parou para comprar água. No km 16, ela me deixou. Afinal, estava desde a Volta à Ilha sem treinar. De fato, a companhia em treinos longos é fundamental para distrair a mente.

Segui bem até Icaraí melhorando meu ritmo. Já na praia, parei para tomar um copo de água de coco e reabastecer o cinto de hidratação para os próximos cinco quilômetros. Não foi fácil retomar e superar a barreira dos 21. O corpo doía e, principalmente, a sola dos pés, que nunca havia sentido. Pensei em desistir e fechar menos que 25km. Mas prossegui na raça.

Quando faltava um quilômetro, encontrei Fabinho, um excelente corredor da nossa equipe, fazendo alongamento pós-treino. Perguntei quanto ele havia feito. Me respondeu 17km. Me animei e mostrei o meu relógio, informando que faltava pouco para finalizar os 25km. Ele me parabenizou, o que me deixou bastante feliz.

Já em casa, tomei a suplementação de recuperação indicada pelo nutricionista, um bom banho e depois, um belo café com tapioca. Em seguida, cama, até o almoço, e gelo onde o corpo reclamava mais. À noite, um chope me espera, porque ninguém é de ferro.

Vamos que vamos rumo aos 42!