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terça-feira, 2 de junho de 2015

Como diziam os veteranos...

Eu não treino para uma prova específica, eu treino para a vida. Eu treino porque gosto e porque isso se tornou meu hobby. Mesmo não conseguindo treinar como o planejado, o importante é treinar!

Semana passada não foi muito produtiva. Na terça-feira, eu deveria fazer um treino de 13km. Saí de casa com a expectativa de realizá-lo. Chegando na Praia de Icaraí, a vontade de usar o sanitário estava grande (para fazer o número 1 = xixi rsrs.... faz parte). Então, como sempre faço, segui em direção a um barzinho de esquina onde costumo pedir pra usar o banheiro, mas fui surpreendida com uma limpeza tão bem feita no mesmo que o cheiro de água sanitária me "intoxicou" de uma maneira muito estranha, de tal forma que saí de lá tossindo e sem ar. Parece uma história meio sem nexo, parece até mentira, meio inesperada, mas sim... essas coisas acontecem. Pronto. Isso foi o ápice do meio treino mal feito. Saí de uma expectativa boa para uma inesperada.

Dei um tempo, sentada num banco do calçadão da praia, esperando uma melhora e logo depois segui novamente com a corrida. No meio do caminho encontrei com o Cris e com a Marise, parceiros da Equipe de Fibra, que lutam por uma causa nobre - a Fibrose Cística (veja o post anterior aqui) - e os acompanhei durante um pequeno percurso. Devido a essa minha debilidade "intoxicante", só consegui fazer 8,5km.

Na quinta-feira, novamente meu treino seria de uns 13km, porém, intervalado em ritmos forte e mais lentos. Entretanto... chuva!!! E muita chuva... acabei não treinando também.


Na sexta pela manhã, mesmo com uma garoa fraca, levantei da cama, coloquei o tênis mais velhinho e fui correr. Minha intenção já não era fazer os 13km. Afinal, no dia seguinte (sábado) encararia novamente os 25km, de acordo com a planilha.

E não posso dizer que não gosto de correr com chuva, é muito bom: o calçadão da praia fica vazio, a temperatura, agradável e o tênis nem encharcou muito. Esses são os melhores treinos, os mais legais, na minha opinião. É lindo correr num dia ensolarado, digno de fotografia e postagem no Facebook, mas o dia de chuva é especial!!

Sábado, dia de realizar 25km. Infelizmente, aquela manhã não foi a mais gloriosa. Aprendi o verdadeiro valor da palavra QUEBREI. Não foi muscular, não foi queda de pressão, não foi físico. Foi puramente psicológico. Fiquei decepcionadíssima. Arrasada. No km 14, comecei com os (maus) pensamentos; no km 16, já comecei a caminhar e, daí até o km 20, aproximadamente, havia caminhado uns 2 km. Fui resgatada pelo carro da assessoria Upsports Club. Em todo momento, tive o apoio dos meus colegas Tarso e Rodrigo, porém, tristemente, isso não foi o suficiente para mim naquele dia.

Os veteranos Rossy e Fabinho disseram: "Isso é natural, acontece" e, assim, mais uma frase entrou para o meu menu de experiências. Mesmo sendo uma realidade não desejável.

No dia seguinte, domingo, fiz minha primeira corrida com obstáculos, a Bravus Race. Uma corrida exótica, diferente de todas que já fiz. Foram 5km de corrida entre 15 obstáculos dificílimos, em nível de treinamento para as Forças Armadas do Brasil.

A corrida aconteceu no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan) - RJ. As largadas ocorreram em baterias. Largamos eu e meu namorado (e com sorte encontramos um querido amigo, que junto de seus colegas nos ajudaram a superar as dificuldades da corrida), numa manhã chuvosa e fria, sem saber o que nos esperava ao longo de todo percurso. Muitos desafios, muita lama e muita água congelante. Foi uma experiência única, sofrida, mas que com certeza faria novamente.

E assim fechei o domingo, bem menos decepcionada. Nada como uma corrida após a outra para nos dar ânimo.


Como já diziam os veteranos, são nos treinos que temos que passar por todas as situações prováveis e possíveis que podem ocorrer durante a prova oficial. A chuva e a decepção por ter quebrado são uma dessas situações, tudo faz parte do treino. A meta é chegar no meu limite, ao extremo, para que no dia da prova, aquilo não seja mais um limite e nem um extremo.

Rumo à Maratona do Rio 2015!!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Correndo na Chuva

Hoje saí pra correr, como de costume, antes do sol nascer. O clima era convidativo: estava garoando. Sinceramente, eu amo a combinação chuva gelada, vento e frio. Deveria estar morando em Londres e não em Niterói. Lembro-me que, em 2012, antes de me lesionar, costumava torcer para chover e, aos primeiros pingos, lá estava eu, feliz no calçadão da Praia de Icaraí.

De qualquer forma, ultimamente ando tendo que dar um trote de aquecimento até a Praia de São Francisco para ver se o meu Garmin 210 sincroniza e capta o sinal do satélite. É uma boa distância e um problema incompreensível para um acessório tão caro. Neste trajeto a chuva apertou, os pingos engrossaram e, ao chegar na praia, o vento lateral se tornou mais forte, mas nada de raios, relâmpagos ou trovões. Na hora comecei a pensar se aquilo me faria mal ou se eu devia continuar. Não demorei a concluir que valia o risco, afinal não teria outra hora pra treinar.

Como resultado de minha crescente perda de peso, meus resultados começaram logo a aparecer e nos dois primeiros quilômetros corri para paces muito baixos e de forma confortável. Ao fim desta distância e de menos de 10 minutos, meu relógio/GPS/Monitor Cardíaco apagou (e até agora segue neste estado letárgico). Na hora xinguei a fabricante, pois eu o comprei há pouco mais de um ano e nunca o havia usado num treino chuvoso.

Num primeiro momento não parei de pensar neste problema e em todos os artigos que li sobre dependência tecnológica e fatores externos ao corredor. Mandei meu relógio às favas e me concentrei apenas na minha passada e na minha respiração nos 8 quilômetros seguintes. Acompanhei também minha evolução através dos relógios de rua e, para minha surpresa, consegui (ou ao menos acredito que consegui) manter o meu ritmo inicial, inclusive aumentando o meu ritmo no fim. Esta distância de hoje eu já sei de cor e não me preocupei com relação ao ponto em que deveria terminar o treino.

No fim, todos já sabem: ida à padaria e pão quente para a família.

Chegando em casa fiz o que se manda: retirei imediatamente a roupa molhada, tomei um banho morno e deixei o tênis pra secar. Li algumas matérias sobre chuva e corrida em sites especializados e me convenci de que fiz o que deveria ser feito. 

Não se espantem, se vierem dias chuvosos, lá estarei eu feliz, correndo na chuva.


PS: Ontem completamos um mês de blog e, inesperadamente, obtivemos (até então) a expressiva cifra de 1220 views. Pra quem queria, como nós três, apenas mais uma motivação para completar a primeira maratona de nossas vidas, esta experiência tem sido bem bacana. Obrigado a todos pelo carinho.