quarta-feira, 18 de maio de 2016

A segunda é mais gostosa!

Fiz minha segunda maratona. Não, não foi fácil. Mas foi mais fácil que a primeira, apesar do tempo maior para concluí-la. Por quê? Principalmente porque eu estava menos ansioso pressionado por mim mesmo. Afinal, já havia feito a primeira.

Foi no dia 1º de maio, em Toronto, no Canadá. Eu prometi correr a segunda com o amigo Tarso, que me acompanhou na primeira, no Rio de Janeiro, em julho. Mas não conseguimos conciliar porque ele já tinha uma viagem internacional com a família meses antes. Portanto, de cara, essa seria – e foi – a minha principal dificuldade: correr sozinho 42 km não é mole! E o Tarso é garantia de papo para uma ultramaratona...rs

Porém, não foi a única dificuldade. Outras vieram pelo caminho. No fim de janeiro, lesionei a panturrilha em um treino bobo com o amigo Iúri Totti. Voltei logo após o Carnaval. E, quando ia engrenar nos longões, a pouco mais de um mês antes da largada, voltei a sentir a perna. Fui ao médico e triatleta Sérgio Maurício, que não jogou a toalha. Disse que, se eu fizesse tudo direitinho, ainda teria tempo.

Passei então aquela semana de molho, só pedalando na academia e iniciando a fisioterapia. Na semana seguinte, voltei a correr. Resultado: fui para a corrida tendo feito apenas dois treinos longos, um de 20km e outro de 25 km.

Viajei no 28 de abril, chegando no dia 29, quando peguei o kit da prova, promovida por uma rede de academias (Good Life Fitness). Na véspera, fiz um turismo leve, para não andar demais, e à noite comi aquela massa preparada pelo casal de amigos que me hospedava. Aliás, a visita aos dois foi o motivo da viagem. Nesse dia, descubro que havia outra maratona com largada em frente ao prédio onde estava, era só descer...rs

Mas lá fomos nós para a largada mais distante. Meu amigo Bruno Cerbino, que acordou cedo para nos levar e comprou o café especial (banana, aveia e óleo de coco = receita do nutricionista Bruno Chlamtac), e minha mulher, Fernanda Freitas, que largou uma hora depois para a sua primeira meia maratona. 

Ah, na véspera, tive que comprar um casaco contra o vento e a chuva, porque essa era a previsão do tempo. Não deu outra. E essa foi a última dificuldade.

Depois de um tempo na fila do banheiro, como nos meus primeiros 42 km, me despedi de Fernanda e Bruno e larguei com chuva e sensação de 4 graus. Antes, li um bilhete de incentivo que o Tarso mandou me entregar. Show!

A primeira metade da prova foi a pior por causa do psicológico. Havia marcação do percurso a cada quilômetro. E, sem a companhia para me distrair em uma conversa, parecia sempre que faltava uma eternidade.

Com o frio, foram alguns pit stops no caminho para fazer xixi. O primeiro em uma cafeteria famosa no país e os demais em banheiros químicos. Prova com boa estrutura. A cada parada, ganhava um novo gás...rs

Também fiz alguns alongamentos rápidos durante o trajeto, devido a um incômodo no joelho. Foram fundamentais. Dica do fisioterapeuta Rodrigo Pinheiro.

Nessa primeira metade, a prova se encontra com os corredores da meia, mas não avistei Fernanda. Após os 21 km, relaxei um pouco, pois vi que tinha condições de completar, a panturrilha não incomodava e a marcação de quilometragem ficou mais espaçada.

Aí veio o vento contra, pois a metade final era beirando o Lago Ontario. Andei alguns trechos nos pontos de hidratação a partir do km 30, confesso. Mas do km 37 até a chegada, engatei direto nos 5 kms finais, tamanha era a vontade de chegar.

A comemoração
Comemorei da mesma forma que no Rio, levando os braços para o alto. Se bem me lembro, cheguei ouvindo uma música do The Who. À direita, avistei na grade: Bruno, sua mulher Fernanda com a irmã Luciana e mais a minha Fernanda, que também completou a sua prova.

Minha recepção
Foi emocionante. Terminei me sentindo bem. Recebi uma medalha gigante e me enrolei naquelas “mantas” de alumínio contra o frio. Sempre quis isso...kkk

Fernanda, eu e as medalhas
Já estou seco para voltar, pois me dei uns dias de férias, como um jogador de futebol após a temporada...hehe

Se vou tentar outra? Certamente. Só não penso mais em treinar no calor escaldante que faz no Rio nos meses de janeiro a abril. Portanto, provavelmente, a próxima prova será no segundo semestre de 2017.

Para quem se interessar, eis o link da corrida: http://www.torontomarathon.com/ Muito bem organizada e utilizada pelos interessados em se qualificar para maratona de Boston, por causa do percurso. Bem, é o que dizem.

Outra maratona na cidade: http://www.torontowaterfrontmarathon.com/

Abs

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sonhos de consumo - Top five!

Sem ideias para posts, o Tarso sugeriu que eu fizesse uma lista de provas que quero muito fazer um dia.

Como eu já subi um degrau, é natural que eu só pense em maratonas.

Bem, as cinco que me vêm à cabeça de cara são, não necessariamente nessa ordem:

Maratona de Chicago
Porque é uma das principais e o percurso favorece.



Maratona de Tóquio
Porque também é uma das principais do mundo e tenho vontade de conhecer o Japão.



Maratona de Atenas
Porque é a original, ora.



El Cruce
Pela superação de fazer uma ultra em lugares deslumbrantes da Patagônia chilena e argentina.



Maratona da Serra do Rio do Rastro (SC)
Pela beleza e pedreira, só subida! Se bem que há opção de 25k.



E você? Quais os seus sonhos de consumo? Sonhe alto!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Correndo por aí (II) : Quissamã, RJ

Após um breve período de volta ao trabalho, eis que chega o carnaval e com ele novamente uma viagem com a família, desta vez para Quissamã, município do norte do Estado do Rio de Janeiro.
A cidade, de pouco mais de vinte mil habitantes, além de muito tranquila e organizada, é muito importante por conservar patrimônios históricos relacionados à produção de açúcar do Brasil.

Continuando meu exercício antropológico iniciado com Tegucigalpa, pude ver que a cidade contém uma malha cicloviária importante e muito usada pela população, devido à escassez de transportes públicos. No entanto, não vi outra pessoa que não eu a praticar a corrida pelas ruas do município.

Estive todo o tempo hospedado na Praia de João Francisco. A via de acesso mais utilizada é uma estrada asfaltada de cerca de 8km. Ela foi minha única alternativa para me manter ativo.

Comecei apenas na segunda-feira de carnaval, pois temia a quantidade de motoristas alcoolizados na via. Escolhi a data, pois neste dia quase todos se concentraram no Centro para o bloco das piranhas. Eu não perdi essa e, após retirar meus trajes femininos, enfrentei o desafio, que repeti na quinta-feira e que pretendo repetir amanhã  (minha despedida com um longão de 12km).

Apesar da falta de asfalto e das placas avisando sobre os animais silvestres e as cobras (??!!!) ocasionais na pista, pude me manter concentrado ao máximo. Ao fim obtive nos dois treinos tempos muito bons.

Foi a chance para experimentar meu novo par de tênis, provável companheiro para a maratona: o Brooks Ghost 7. Confesso que já o considero o melhor tênis de corrida que já tive em todos estes anos correndo. Meus novos pares de tênis serão tema de uma pastagem próxima.

Termino por aqui dizendo que agora me sinto definitivamente próximo da prova (apenas 16 semanas) e preciso me concentrar de vez neste novo desafio, que é mais difícil do que o do ano passado, pois agora a Maratona não é mais uma novidade. Focar-me nisto está muito difícil, eu confesso. Espero que o Rodrigo possa voltar logo pra gente botar o papo em dia (rsrs).

Um abraço e até logo!

Vista da estrada que liga o centro de Quissamã à Praia de João Francisco 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sabe quem é o tal do sóleo???

Fonte: RBCP

Já ouviu falar no tal do sóleo? Gastrocnêmio? Pois é, a corrida nos apresenta a nomes que antes desconhecíamos.

Depois da tal da banda iliotibial, que já lesionei três vezes, agora é a vez do sóleo, inicialmente a suspeita era do gastrocnêmio...rs

Em português: são músculos da panturrilha. O sóleo parece ser mais profundo. Foi onde arrumei um estiramento grau 2. Resultado: o último treino foi em 10 de janeiro e só volto a trotar após o Carnaval.

Corro desde 2011 e esta foi a quarta lesão. Perguntei ao médico se não era muito e ele disse que, em média, um corredor se machuca uma vez ao ano, é inerente ao esporte de impacto que faz bem para a cabeça. Li, em outra fonte, que cerca de 50% dos corredores se machucarão por ano. Nem tudo são flores...

“E se eu corresse 5km todo dia? Seria menos lesivo?”, perguntei ao médico. “Só se fosse bem leve. O ideal é dar um intervalo de recuperação”, me respondeu. Por isso, ele faz triatlo.

Mas eu não gosto de água gelada e andar de bike (que é o que posso e vou fazer para não ficar parado) só na academia, por causa da violência.

Sempre digo ao meu treinador que minha meta é atravessar o ano sem lesão, pois ficar um mês parado é muito ruim para minha mente ansiosa, além, claro, de perder o condicionamento.

Creio que tenha acontecido por ter atropelado a planilha em algumas ocasiões, pulando etapas. Vivendo e aprendendo cada vez mais.

Vida que segue. Sou movido a desafio, superação. O meu tem sido buscar o equilíbrio e minimizar os riscos, sem perder as metas de vista! Próxima? Segunda maratona.

Aos poucos vou aceitando: correr apenas para desopilar já não me basta. Sigo em frente enquanto tenho saúde para esses objetivos maiores.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pernas pra que te quero


Quando comecei a escrever no blog, pensei: “como arrumar tanto assunto sobre corrida?”

Mas você começa a viver esse mundo do esporte e percebe que há muito mais que pensava.

Por exemplo, decidi me enfiar numa prova que é só descida, não pela facilidade aparente, mas porque vou visitar amigos no Canadá, onde a corrida acontece. Depois descobri que muitos participam dela para se qualificar para a Maratona de Boston.


Ao contrário do que a maioria deve pensar, descer não é tão fácil quanto parece. E eu resolvi pesquisar a respeito, pois tinha quase certeza que corria errado, ‘me segurando’. Aliás, corro. Tinha razão.

De tudo o que eu li e vi sobre a mecânica, o mais elucidativo foi um vídeo da soürun. Em resumo:

- Frear acentua o impacto;

- O correto é aumentar a frequência das passadas, diminuindo o tempo de contato com o solo, vejam no vídeo:


Ao menos para mim, descer parece bem mais complicado que subir. Vamos aos treinos!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Correndo por aí: Tegucigalpa

Não sabia como seria minha vida pós-maratona. Muita coisa se passou desde o glorioso 26 de julho: muito repouso para curar lesões, problemas com medicamentos de uso contínuo, muita preguiça, muitos quilos que ganhei, mas muita alegria por estar vivo.

Desde o início de dezembro venho tentando retomar os ritmos dos treinos: sem sucesso. Seja por conta dos filhos, pela correria da entrega dos diários na escola ou pela hérnia que insiste em avisar que permanece viva por ali.

Este ano partimos de viagem para Honduras, na América Central, a fim de ver a família e celebrar mais um ano de vida da minha pequenina.

Em homenagem ao sétimo aniversário da minha mais velha decidi sair finalmente para correr. Após muito conversar com familiares, decidi fazer o que fazem todos por aqui: correr na pista de corrida do Estádio Olímpico de Tegucigalpa.

Ué, mas as pessoas não correm nas ruas por aqui não? Pois é, as ruas são praticamente desertas, pois a sensação de insegurança é grande e permeia a sociedade. Tegucigalpa, segundo dados recentes, tem a sexta maior taxa de homicídios do mundo 79,42 homicídios por 100 mil habitantes. Por isso, os carros tomam conta das ruas, pois, para piorar, o transporte público é péssimo e deficiente, além, claro, de inseguro.

A cidade não é muito diferente das nossas no Brasil e, a despeito de toda a fama adquirida por Honduras no cenário mundial (outra grande cidade hondurenha, San Pedro Sul, no norte do país, é a líder do ranking), nunca tivemos problemas em todas as vezes que visitamos o país. 

De toda forma, a pista de atletismo do Estádio Olímpico está nova em folha, havia policiais por todas as partes e as pessoas eram muito agradáveis (como sempre).

Pude, afinal, fazer meu primeiro treino do ano rumo à segunda maratona, uma corrida de 40 minutos ao redor da pista de 400 metros. Voltei cedo,  a tempo ainda de acordar minha filhota ao som de "Las Mañanitas".

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Muito obrigado a todos. Uma pausa para seguir em frente.

Em meu nome, do Rodrigo e da Isa, gostaria de agradecer a todos os que durante os últimos meses acompanharam nossa jornada visando a conclusão de nossa primeira maratona. No momento vamos dar uma pausa para pensarmos com clareza o que faremos do blog a partir de agora. Nós continuaremos correndo e ele também vai nos acompanhar. A dúvida é saber como isso se dará. Muitas surpresas e novidades nos aguardam nos próximos meses. Agora o que precisamos é descansar, recuperar as baterias (e o corpo) pra seguir em frente.
Um até breve a todos. Muito obrigado de coração pelo carinho demonstrado até aqui e pelas vibrações positivas recebidas antes, durante e depois da nossa prova.