Mostrando postagens com marcador lesão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lesão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sabe quem é o tal do sóleo???

Fonte: RBCP

Já ouviu falar no tal do sóleo? Gastrocnêmio? Pois é, a corrida nos apresenta a nomes que antes desconhecíamos.

Depois da tal da banda iliotibial, que já lesionei três vezes, agora é a vez do sóleo, inicialmente a suspeita era do gastrocnêmio...rs

Em português: são músculos da panturrilha. O sóleo parece ser mais profundo. Foi onde arrumei um estiramento grau 2. Resultado: o último treino foi em 10 de janeiro e só volto a trotar após o Carnaval.

Corro desde 2011 e esta foi a quarta lesão. Perguntei ao médico se não era muito e ele disse que, em média, um corredor se machuca uma vez ao ano, é inerente ao esporte de impacto que faz bem para a cabeça. Li, em outra fonte, que cerca de 50% dos corredores se machucarão por ano. Nem tudo são flores...

“E se eu corresse 5km todo dia? Seria menos lesivo?”, perguntei ao médico. “Só se fosse bem leve. O ideal é dar um intervalo de recuperação”, me respondeu. Por isso, ele faz triatlo.

Mas eu não gosto de água gelada e andar de bike (que é o que posso e vou fazer para não ficar parado) só na academia, por causa da violência.

Sempre digo ao meu treinador que minha meta é atravessar o ano sem lesão, pois ficar um mês parado é muito ruim para minha mente ansiosa, além, claro, de perder o condicionamento.

Creio que tenha acontecido por ter atropelado a planilha em algumas ocasiões, pulando etapas. Vivendo e aprendendo cada vez mais.

Vida que segue. Sou movido a desafio, superação. O meu tem sido buscar o equilíbrio e minimizar os riscos, sem perder as metas de vista! Próxima? Segunda maratona.

Aos poucos vou aceitando: correr apenas para desopilar já não me basta. Sigo em frente enquanto tenho saúde para esses objetivos maiores.

domingo, 26 de julho de 2015

Fui para a guerra e venci

Já comecei um post assim, mas não posso deixar de fazê-lo novamente. Obrigado, Tarso. Amigo que fiz e companheiro deste blog, deixou de concluir sua prova em um bom tempo para me acompanhar e garantir que eu completasse os 42km. Não teria conseguido sem ele e Jesus, colega de equipe que também nos acompanhou.

Minha corrida foi de total superação. Há 15 dias, vinha convivendo e tentando tratar uma dor no joelho após o longão de 34km. Na quinta, antes da prova, fui testá-lo em um treino leve com o Tarso e a Isa, e senti que a coisa estava feia. Corri direto para uma clínica de ortopedia e fiz ressonância no mesmo dia. Um amigo médico conseguiu antecipar o resultado por telefone, que confirmou minha lesão, estava com edema no joelho, a três dias da largada.

Decidi fazer uma infiltração, primeiro por mim mesmo, que me impus esse desafio e treinei tanto; segundo, por todos que acompanharam a minha saga de disciplina nos treinos. Era uma ocasião especial. Se fosse a segunda maratona, acho que não correria lesionado.

No caminho para o início, no Recreio, assistimos a um vídeo, na van, que minha mulher, Fernanda Freitas, preparou, com ajuda do Rossy, nosso treinador, que colheu depoimentos de familiares aos corredores da equipe. Além desse incentivo, havia meus pais na chegada, pela primeira vez. Corri com as iniciais deles (Paulo e Isa) escritas a caneta em cada pé. Eles também escreveram uma mensagem de apoio que levei comigo para os momentos críticos, assim como a Fernanda e o meu enteado João Guilherme. Foram lidas após os kms 20 e 30, não lembro em qual km exatamente.


Dada a largada, logo começou o meu tormento mental e físico. O joelho infiltrado começou a se manifestar, quando achei que ficaria anestesiado, ao menos em boa parte da prova. Pensei em desistir nesses primeiros quilômetros. Como poderia suportar aquela dor por 42km? Mas lembrei de tudo que estava em jogo e das pessoas que acreditaram em mim. Então, insisti.

Ao completar 10km, percebi que dividir a prova em quatro trechos de 10km seria uma boa estratégia para o cérebro. Na Praia da Reserva, ainda no Recreio, havia pequenos trechos de paralelepípedo na transição do asfalto, que maltratavam o meu joelho. Mentalizei que a dor era passageira, como havia visto em um vídeo na noite anterior, compartilhado pelo Everton, treinador da equipe.

Passei a pisar de um jeito que tornasse a dor menos insuportável, o que me causou uma bolha debaixo do pé e outra dor, no glúteo, ambas do mesmo lado. Aos 15km, incrivelmente a dor no joelho adormeceu até a subida do Elevado do Joá, quando o piso inclinado das curvas a trouxe de volta. E foi assim até o fim. Quem já teve lesão na banda iliotibial sabe como é.

Na Avenida Niemeyer, mais uma subida. Cheguei a caminhar por um breve pedaço, breve mesmo, porque logo percebi que era pior para a dor e seria ainda mais difícil retomar. A essa altura, liguei o som para me dar um gás. Tarso e Jesus seguiam mais à frente um pouco, mas sem me perder de vista.

Depois que passei por Leblon e Ipanema, veio a parte mais crítica para mim: Copacabana. Ali, o tempo ficou mais abafado e o cheiro de gordura dos quiosques era forte, péssimo para quem controlou também o enjoo por toda a prova. Seguindo as dicas que li, não mirei a orla para não ver o Leme distante e abalar o psicológico. Olhava para o chão ou para os prédios à minha esquerda.

No km 37, meu enteado João Guilherme me encontrou com Fernanda. Tarso e Jesus, então, aceleraram e eu segui com João me puxando, bastante emocionado pelo encontro. Dali em diante, os poucos incentivos de desconhecidos ao longo do trajeto aumentaram e cresceu a sensação de término de prova.

João Guilherme me puxando

Quase na chegada no Aterro, Rossy me encontrou para me puxar também, mas pedi que não acelerasse, pois não conseguiria administrar. Na reta final, ele e João Guilherme tiveram que me deixar e Isabelle me levou nos últimos metros.

Avistei meus pais do lado direito, onde também estavam Fernanda e Pilar, uma amiga nossa. Levantei os braços, me emocionei pelo encontro mais uma vez, mas não desabei no choro como achei que desabaria, muito provavelmente pela dor que me incomodava e que carreguei por 42km.

Quando a corrida vira algo sério em nossas vidas, amigos e familiares gostam de te apresentar como maratonista. E eu sempre tinha que explicar que não era bem assim. Havia uma distância muito grande. Agora, estou à vontade com o cartão de visita...rs

Fui para a guerra e voltei, literalmente.

Tarso, amigo, quando é a próxima? Você escolhe!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Das Trevas à Areia

Este post é dedicado à minha filhota do meio, por me ajudar a encontrar a luz que me ajudou a me recuperar mais rápido, saindo, pois, das trevas e me levando à areia.

Crianças são anjos que Deus enviou para nos ajudar. Eu tenho a felicidade de ter três. Na quinta-feira retrasada eu estava de saída para a Igreja quando Martha correu ao armário e voltou com um par de tênis dizendo: papai, vai com esse aqui que sai luz, por favor (ela falou isso porque ele brilha no escuro). Atendi seu pedido e saí naquela noite com estes calçados nada convencionais. Os tênis em questão eram os Asics Tri Noosa 6, os meus preferidos, que quase nunca uso, para preservá-los, já que já estão macios.

Por incrível que pareça, desde aquela noite não tive mais dores incapacitantes no pé. Claro que continuei com eles todos os dias seguintes, acho que por pura superstição. Ainda me assusto só de pensar que ela, propositadamente ou não, colaborou com meu retorno, me dando ânimo ao me fazer crer que estava melhorando.


O fato é que sábado finalmente voltei a correr. Eu esperava com muita ansiedade por este momento. Não fui para o askm na areia dura, afinal, não dava pra arriscar meus pés na dureza do negrume logo de cara. A orientação do Dr. Bernardo foi bem clara: "VAMOS DEVAGAR".

Corri como de hábito às 6h. Tudo foi perfeito, tanto que meu sorriso estava estampado no rosto desde a primeira passada. Não me preocupei com tempo nem pace. Qual não foi minha surpresa ao ver que fechei abaixo de 6min/km! O resultado imediato foi a planta do pé um pouco dolorida, mas nada demais. Todo atleta sente uma dorzinha em algum lugar. Claro que percebi que meu condicionamento físico piorou um pouco e que não sou capaz de fazer mais de 10km nesta semana. Vamos ver como as coisas evoluem.



O mais importante é que me senti vivo novamente. Desde a lesão tenho feito exercícios para o pé, tendão de aquiles e panturrilha ao menos três vezes por dia. Isso inclui também passar o tal sebo de carneiro, pisar na bolinha várias vezes ao dia, alongar meu pé com a thera band, massagear a planta do meus pés com uma garrafa d'água congelada e, finalmente, dormir com as imobilizações noturnas para o pé, específicas para o tratamento da fascite plantar.  Também não dá pra descartar as prescrições médicas e familiares (como as da Marthinha).

Além da disciplina dos exercícios, da paciência pra saber a hora de voltar, ainda tive que mudar minha postura durante o sono, afinal não posso mais dormir de bruços.

Não sei o que deu certo disso tudo, se algo individualmente (principalmente a banha de Carneiro Capado) ou se tudo junto e misturado. O importante é que vem dando certo! E assim vou eu, perdi um pouco de tempo, mas ainda terei muitas oportunidades de me preparar adequadamente.

E vamos que vamos! 




terça-feira, 21 de abril de 2015

E você? Tem medo de lesão?

Vejo este blog também como espaço para compartilhar minhas aflições na corrida. E uma delas é o medo de lesões, que aumenta às vésperas de uma prova importante, principalmente para uma pessoa ansiosa.

Desde 2011, quando comecei nesse mundo, já aconteceu comigo três vezes. A última foi no ano passado, em que o meu desafio era justamente passar um 2014 sem me machucar. Mas, diferentemente das outras duas ocasiões, foi um acidente. A um mês da meia maratona de Santiago, eu treinava em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, quando fui desviar de pedestres na calçada e não vi um buraco. Resultado: uma torção no pé que, se dependesse dos médicos, teria me tirado da prova. Minha meta, então, passou a ser simplesmente completar os 21km, sem me preocupar com o ritmo, mas sem andar. Consegui, após um mês parado e muitas sessões de fisioterapia, musculação e pilates.

As outras lesões foram na chamada banda iliotibial, um nome esquisito que você só ouve falar quando corre. A grosso modo, é um conjunto de tecidos que vem do quadril passando pela parte externa da coxa e do joelho até a tíbia. Na primeira vez, senti a lateral do joelho no fim de uma corrida de 10 milhas. A segunda só senti depois que esfriei após completar a meia maratona de Buenos Aires, porém, no outro joelho.

A partir disso, passei a pesquisar sobre a síndrome e métodos de prevenção. E descobri uma clínica em Ipanema que fazia um exame que identificava fatores de risco de lesão em atletas. Era caro, mas decidi investir em algo que me fazia bem. Fiz testes de força, saltos e corri na esteira todo conectado. No final, você ganha um laudo e um vídeo do seu esqueleto correndo e saltando em 3D.




O resultado foi meio avassalador, uma fraqueza muscular geral, como vocês podem ver abaixo. Mas recebi o diagnóstico que buscava. Minhas pernas faziam um movimento de rotação interna na corrida que friccionavam a tal banda na altura do joelho, inflamando a região. Elas rodavam porque, além de eu ter as bandas encurtadas, os músculos de posteriores de coxa e glúteos eram fracos.

----

O LAUDO:

- Paciente apresenta alterações posturais e de amplitude de movimento, que associados a falta de força nos músculos lombares (principalmente extensores lombares) aumentam a sobrecarga na coluna lombar. A principal alteração postural é a hiperlordose lombar sem o aumento associado da anteversão pélvica.

- Paciente apresenta diversas fraquezas musculares nos testes de força, com maior evidência à fraqueza dos extensores dos quadris (bilateralmente), abdutores e rotadores externos do quadril esquerdo, extensores e flexores dos joelhos (bilateralmente) e tríceps sural (bilateralmente).

- Paciente apresenta acentuado encurtamento dos ísquios-tibiais e banda íliotibial, bilateralmente, e durante a corrida há aumento da rotação interna dos joelhos. Esses aspectos são considerados os principais fatores de risco para a Síndrome da banda Íliotibial.

----

Passei a fazer um trabalho específico de alongamento e fortalecimento no pilates e na academia. Ainda assim, esse temor sempre me ronda. Tanto que acabo de comprar uma revista atraído pela chamada “30 segredos para você correr sem se machucar”.

Uma lesão às vésperas de uma prova pode ser fatal, porque - até conseguir marcar um médico, fazer e esperar a ressonância para voltar ao consultório e pegar o pedido de fisioterapia - você perde um mês. Sei que não é o certo, mas, no meu caso, que tenho amigos médicos, peço logo uma ressonância e um pedido para começar a fisioterapia enquanto o resultado da imagem não fica pronto. Nesse tempo, já marco um especialista para mostrar o exame.

Espero, porém, não voltar ao estaleiro tão cedo. Sobrevivi aos cinco meses de treinos de velocidade para fazer 15km em ritmo de 5:25. Agora, serão três meses de longões para cumprir os 42km. Minha meta? Entrar para o rol de maratonistas. Apenas isso, cruzar a linha de chegada.

Em tempo: este post foi escrito em março e finalizado só agora por superstição, tema que merecerá outro post.